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sábado, 14 de janeiro de 2017

só é vencido quem desiste de lutar....

"No Porto, começam a perceber que não se trata de um problema de arbitragem mas de Direcção.

Mário Soares
Um homem de grande coragem, que teve uma vida feita de lutas. Ou, adaptando as palavras de Paul Éluard - conhecido pelos seus poemas contra o nazismo, durante a 2.ª Guerra Mundial - um homem que, na esperança, nasceu para conhecer e para chamar a «liberdade».

Fazendo história, ainda que muitos não o tenham reconhecido, como, aliás, bem lembrou o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, numa adaptação feliz da citação de Karl Marx, no seu discurso de homenagem, nos Jerónimos.

Figura ímpar, um dos políticos mais marcantes do século XX (a par de Francisco Sá Carneiro), destacou-lhe um reconhecido humanismo e uma apaixonante vocação pela política pura!
Um homem de convicções, de projectos, de grande visão e, acima de tudo, com uma invejável intuição.

Um estadista!

Que sempre privilegiou o diálogo e o entendimento, contribuindo para um país mais justo e para uma Europa unida.

Ou, nas palavras de Sophia de Mello Breyner Andersen, em «Naquele tempo..., Retrato», um homem que tinha «uma forma especial de ser corajoso». «Era uma coragem sem crispação e sem excitação: raciocinava, relativizava, desdramatizava e ria dos ridículos e das manhas dos adversários».

Talvez também por isso tenha tido um papel tão fulcral na nossa democracia e, até, na construção da própria Europa.

Além do legado, da referência e do exemplo, deixou-nos, talvez, a maior lição de todas: só é vencido quem desiste de lutar.

Na política, como na vida, mas, também, no futebol, que faz partes das nossas vidas.
Acreditando, muito, no que queremos, enquanto requisito essencial para a construção do futuro.
Para que também nós possamos «trazer um novo mundo ao mundo».

À sua família, as minhas sentidas condolências.
E um forte, enorme e muito especial abraço ao João, com que já partilhei outras lutas (.. até pela vida).

A estratégia para disfarçar a incompetência
Nas últimas jornadas têm sido várias as queixas sobre a arbitragem. Perante as desgraças e os desaires de cada um, esse tipo de queixas, a cada ponto perdido, têm sido um clássico.
Essencialmente para tentar disfarçar o mais variado tipo de erros.
Para que, enquanto se fala disso, fazerem de conta que ninguém vê ou percebe de futebol.
A ambição de perpetuação do poder origina, por vezes, o recurso aos mesmos truques.
Que, inevitavelmente, se alia à recorrente agressividade, para encobrir muitas fragilidades.

Com ameaças de morte a árbitros, que, embora inadmissíveis - em si e por si - servem, também, para desviar atenções.

Mas o mais curioso é que ninguém ameaçou de morte os árbitros que alegadamente prejudicaram o Porto e o Sporting em jornadas passadas.

Cingindo-se, antes, aos árbitros que iam arbitrar o Sporting, o Porto e o Benfica na última jornada, em que tínhamos uma importante deslocação a Guimarães.

Jornada essa fundamental para Porto e Sporting, porque achavam que o Benfica ia perder pontos.
Como se enganaram.

Fazendo tábua rasa da velha máxima, nesta vida, que o poder, no futebol, emana do relvado.
E como não há estratégias que resista às derrotas (ou aos empates que sabem a derrotas) em campo, nunca alcançarão o que, de forma tão sufocada, anseiam.

Apesar dos reais problemas existentes entre eles começaram a ser desvendados.

No Porto, começam a perceber que não se trata de um problema da arbitragem, mas de direcção.
Com, um dia, também descobrirão no Sporting (só espero que depois de reeleger este Presidente).

A decisão do TAD
Em Setembro do ano passado a Comissão de Instrutores da Liga recebeu um despacho da Secção Profissional do Conselho de Disciplina da FPF, em que me era determinada a instauração de um processo disciplinar, por participar no O Dia Seguinte, da SIC Notícias.

Essa mesma comissão da Liga porpôs à FPF a suspensão do meu processo disciplinar, por entender que se devia esperar pela decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), que se encontrava a apreciar a acção de impugnação das normas em causa do Regulamento Disciplinar e do Regulamento das Competências da Liga.

Entretanto, deixei de ser membro dos órgãos sociais do Benfica e, por isso, de ser considerado agente desportivo (coisa que, aliás, não era, deixando, assim,de o ser o que nunca fui!).

A Liga, não contente com o sentido das decisões que foi conhecendo, achou que, não só o TAD não teria competência para conhecer da legalidade ou ilegalidade dos regulamentos administrativos de si emanados (mas apenas de actos e omissões), como também existia «falta de interesse em agir? da SIC, por as normas em causa não lhe serem aplicáveis.

A Liga esqueceu-se, no entanto, que essas normas, no que concretamente diz respeito à SIC, não só prejudicariam directa ou indirectamente a estação, como ainda violariam os direitos à liberdade de imprensa e de programação.

Porque, de facto, essa alteração limitaria a liberdade de escolha dos participantes em programas, com efeito aniquilador, aliás, na liberdade editorial.

Com repercussão, por exemplo, nas receitas publicitárias, variáveis em função da média de share.
Mas o mais caricato da situação prende-se com o facto de a Liga estar convicta de que a participação regular de dirigentes como comentadores, em programas televisivos, perturbaria a conformação do futebol a valores e princípios éticos, afectando, inclusivamente, a realização das competições por ausência de patrocinadores.
Nada mais patético!


Eram, ainda, temidas pela Liga a existência de uma crispação e de uma falta de serenidade no meio desportivo, que poderiam afectar o comportamento de toda a gente!
Esqueceram-se que sempre esteve em causa a liberdade de expressão e de informação, enquanto direito fundamental.


Que não tem, no entender do TAD, uma 'função constitucional promotora de conteúdos vinculados pela «sensatez», «serenidade», «fair play», «contenção verbal» ou «manutenção do prestígio das instituições»'.
A liberdade de expressão acompanha a liberdade de pensamento e traduz-se numa manifestação da dignidade da pessoa humana.

O entendimento da Liga colide com a liberdade pessoal de cada um em participar em acontecimentos com repercussão social e aí manifestara sua opinião.

Para o TAD essas normas contendem com a liberdade de expressão, na sua dimensão de proibição de censura.
Ora, proibir o discurso público sem qualquer fundamento ou base legal ou, numa visão mais ténue e aflorada, adicioná-lo a tipos de conteúdo previamente determinantes é censura, e, por isso, inconstitucional.
Afectando, ainda, a liberdade de programação.
Uma decisão expectável e sensata.

Agradeço, por isso, à SIC (muito especialmente ao Ricardo Costa, ao Pedro Cruz, à Daniela Horta Monteiro e, não menos importante, ao José Guilherme Aguiar, ao Rogério Alves e ao Paulo Garcia), a todos os que decidiram bater-se, em sede própria, pelo desaparecimento da ordem jurídica portuguesa de uma norma injusta, ilegal e com um destinatário em concreto.

Como agradeço ao Benfica (a Luís Filipe Vieira e ao Paulo Gonçalves), por terem sustentando essa mesma leitura!
E quem se bate, assim, por princípios, merece um enorme sentimento de reconhecimento."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

mais uma crónica magnífica a MALHAR neles todos....

"Bastou que o Porto perdesse para que logo viessem falar das arbitragens. Eu sei que deve ter custado perder assim.

Nestes últimos dias (independentemente das polémicas, dos objectivos da obra original e do momento da sua publicação), veio-me à memória 'A velhice do Padre Eterno', de Guerra Junqueiro.
A história conta-se, como em todas as ligadas ao futebol, em poucas palavras, porque, normalmente, por aqui há mais acções (não confundir com boas acções) que pensamentos.
Recentemente, a propósito de um jogo do Benfica, em que não participava nenhum dos clubes da velha aliança, um presidente, com o sarcasmo (e a impunidade) a que há muito nos habituou, afirmou que «arbitragem vai ser discutida sempre que o Benfica não ganhar».
Sabem o que aconteceu, no fim de semana seguinte, com a derrota do seu clube, com lances polémicos em seu claro prejuízo.
Com a sem vergonha a que nos habituou, por dizer tudo e o seu contrário, sem ninguém ter coragem de o questionar sobre tanta incoerência, o tal presidente lá mandou arrasar a arbitragem, apesar de o Benfica ter ganho.
Uma semana foi o tempo que mediou entre essa declaração e a quebra dessa convicção!
Bastou que o Porto perdesse para que logo viessem falar de arbitragem.
Eu sei que deve ter custado perder assim!
Como a mim me custa perder (ou empatar, como foi o caso da jornada anterior) com erros gritantes dos árbitros.
Mas quem, na época passada afirmava que o Sporting é que devia ser campeão, não pode estranhar, agora, que julguem que a declaração ainda estará em vigor.
O ódio ao Benfica turva-lhes o pensamento.
E as vitórias, que «não soem já como soíam» (o Camões dá sem jeito para responder a um intelectual que se julga superior num mundo pouco dado a essas coisas) agravam-lhes a hipocrisia.
Eu devo preocupá-los muito.
Porque de uma previsão (iguais às deles, mas sem a disfarçar com posturas pensativas, para esconderem os risos alarves do desejo das nossas derrotas) fazem um caso de lesa majestade.
E porque sabem que os lambe botas do costume, os que precisam deles para sobreviver, lhes servirão fatias de subserviência disfarçadas de solidariedade.
Estou tranquilo quanto sem medo de os voltar a desafiar.
Tentarão uma e outra e outra vez a minha saída dos lugares que ocupo, na comunicação social, na estrutura do Benfica, em tudo quanto a minha imagem e as minhas posições os possam ameaçar, com a conivência dos que estão sempre dispostos a fazer-lhes a vontade.
Aprendi, lá dentro, em muita conversa, mas com muitos factos, tudo o que sei hoje sobre esta realidade (e, já agora, que não conhecia em 2004, quando era Ministro, como alguns gostam de relembrar).
Por isso recordei, perante tanta virgem ofendida e tanta hipocrisia, 'A velhice do Padre Eterno', de Guerra Junqueiro.
Reli, citando o autor, a suspeita de que «o velhote dança e sabe assobiar».
Ao toque desse assobio, lá vieram os do costume com a solidariedade bacoca e provinciana, mesmo que alguns sejam da capital (que não a de Eça).
Guerra Junqueiro alude ao pisar do «dragão pecado», com um «sorriso divino» e um leão.
Por mim, nem tanto ao mar nem tanto à terra.
Bem sei que as pessoas, talvez com a idade, tenham menos percepção da inconsequência e da incontinência verbal em que, não raras vezes, incorrem.
Sei, também, que o que defendem hoje nada têm a ver com o que disseram anteriormente.
Talvez porque julguem - e bem - que o futebol é a área da vida onde mais vemos aplicados os ensinamentos de Nicolau Maquiavel: «os fins justificam os meios».
Bem sei que a falta de carácter potencia a inteligência, e por isso não me preocupo com o que vão dizendo e fazendo.
Excepto quando, sob a capa da «graçola e da parolice», passam os dias a dizer reiteradamente mal do meu clube.
Durante a época passada foram sucessivos os ataques, semana após semana, para tentar desestabilizar o Benfica, para evitarem o tricampeonato.
Este ano vão pelo mesmo caminho.
Por isso, poderão continuar os ataques cerrados que me fazem.
Poderão, até continuar a aprovar leis na Liga contra mim, por iniciativa de clubes que só querem que o Benfica perca, fazendo tábua rasa da liberdade de expressão e correndo o risco de serem publicamente envergonhados - se a aplicarem - quando virem anulada a iniciativa por um tribunal, por manifesta inconstitucionalidade.
Até porque ao julgador se exige um juízo prévio de conformidade da norma com as que lhe são superiores. Ou não será?
Já agora (e para ver se eu tenho mesmo medo) porque não sancionar a minha presença no 'Dia Seguinte', na SIC, com a pena de morte?
Era tão inconstitucional como a norma que aprovaram e resolviam o problema que têm comigo de vez.
Por mim, e se o não fizerem (vontade e ameaças nesse sentido, nas redes sociais, não faltam), cá continuarei e lutar e a defender, de forma intransigente, os interesses do Sport Lisboa e Benfica.

A velha aliança
Na época passada,«ambos os dois» (o futebolês não me sai da cabeça) decidiram adoptar uma estratégia de comunicação em que reinava a maledicência e a insinuação, com várias manobras de desestabilização do Benfica.
Sabemos, hoje, que essa estratégia não chegou para nos derrotar.
Esta época não será diferente, com os meios a serem os mesmos, já que o importante será atingir os fins: que o Benfica não ganhe.
Nós continuaremos a querer ganhar, apenas e só.
Não obstante, e depois do primeiro confronto da época entre os membros davelha aliança, será que a estratégia - e, por maioria de razão, velha aliança - cedeu perante o resultado?
Em circunstâncias normais, diria que tudo cede perante o resultado, porque, como diria José Mourinho, «o resultado é que faz o espectáculo».
Terá sido assim, no domingo passado?
Em Alvalade, como todos suspeitávamos venceu o elogio recente o desesperado.
Confesso que, durante o jogo, temi que o tempo em que a equipa do Porto corria atrás dos árbitros quando se sentia prejudicada voltasse.
Velhos tempos (sem qualquer graça à velhice do padre eterno) que, afinal, não voltaram.
Uma certeza apenas: a não perder as cenas dos próximos capítulos.
Até porque ainda vamos ver uns a queixarem-se de as reuniões de pais de uma equipa de um escalão de formação dos outros se confundir com uma cimeira da arbitragem portuguesa.
Mas, como isso não se passa no Benfica, «ditosa pátria, que tais filhos tem»!

Filhos e enteados
 desconfiávamos. Os outros presidentes, podem dizer tudo o que quiserem, contra o árbitro e tudo à volta. Vale tudo e tudo lhes é permitido.
Quem não pode - sequer - desabafar, depois de um jogo em que o árbitro prejudicou (como já o havia feito anteriormente, em 2 jogos da época passada) o Benfica, é Luís Filipe Vieira.
Uns são corruptos, outros são invejosos, outros são obedientes por não terem cabeça para mais, mas todos eles coincidem num só objectivo: vale tudo, mesmo tudo, para o Benfica não ganhar!
Ele há filhos e enteados!
E depois querem que me cale???"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

e o grande Rui Gomes da Silva ARRASA Rui Santos e Pinto da Costa!


"HIPOCRISIA? NÂO, OBRIGADO!

O assunto e os hipócritas do “outro lado”, não merecem mais do que esta nota.

Sou do Benfica e – com exceção dos “idiotas úteis” – quero tanto que os outros ganhem como eles desejam que o Benfica vença.

Exatamente o mesmo.

Ou eu – por ser do Benfica (também reconheço que se fosse de outra equipa portuguesa, qualquer que ela fosse, uma declaração dessas seria normal) – não posso dizer o que dizem os adeptos dos outros clubes?

Se um treinador português, ao perder uma eliminatória, com o Benfica, diz que não quer saber da carreira do Benfica porque é do Porto, isso é normal.

Eu é que não posso dizer o que penso, … porque sou do Benfica!

Se um comentador televisivo, que passou uma época inteira a elogiar um treinador que perdeu tudo (exceto um troféu no primeiro jogo da época), lhe atribui o título de melhor treinador do ano, isso é natural

Eu é que não posso dizer o que penso, … porque sou do Benfica!

Se a ex-mulher do Presidente de um clube afirma que ele desejou a vitória da Grécia contra Portugal, no Euro 2004, sem nunca ter sido desmentida, até hoje, isso é curial.

Eu é que não posso dizer o que penso, … porque sou do Benfica!

Se um Presidente de um clube afirma que basta retirar o vermelho da bandeira portuguesa e “é tudo nosso”, isso é banal.

Eu é que não posso dizer o que penso, … porque sou do Benfica!



É verdade que falhei uma previsão tão normal de acontecer quanto as casas de apostas a achavam muito mais possível que a oposta.

É verdade que vencer contra 9 foi tão fácil como era ganhar contra 11 nos tempos do … Apito Dourado.

Já mais difícil, vai ser ganhar, no próximo jogo, a atestar pelos recentes elogios às nomeações vindos daquele lado.

Roma já não é o que era.

E em Alvalade, vencerá o elogio recente e desesperado da dupla que, para “sobreviver”, tem mesmo que ganhar este ano ou quem recorreu aos métodos do Apito Dourado para invocar uma matriz de vitórias repetidas?

Como benfiquistas, sabemos qual é o verdadeiro conceito de Verdade Desportiva!

Como sabemos respeitar nomeações, como a de Tiago Martins, um jovem internacional de elevada qualidade.

O que não seria se esta nomeação tivesse sido feita por Vítor Pereira (então, se enviasse Artur Soares Dias para a Madeira, seria o bom e o bonito)?

Por mim, só me pronuncio sobre atuações, não sobre nomeações.

Mas estou cada vez mais de acordo com o que disse Pedro Proença na sua recente entrevista ao fazer um grande elogio ao excelente trabalho feito pelo o ex-Presidente do CA.

De facto, aquilo que os une (a inveja ao Benfica) é mais forte que aquilo que os separa.

Por isso, somos mesmo MAIORES QUE PORTUGAL.

VIVA O BENFICA!!!"

(MAIOR QUE PORTUGAL, hoje, in "A Bola", pág. 36)

sexta-feira, 3 de junho de 2016

que notícias tão exageradas....

"Na tão badalada transição de treinadores, no final de 2014/15, e depois de o Benfica ter sido Bicampeão, temia-se o pior, lembram-se?

Todos os fins de época aparecem notícias sobre a venda de jogadores. E, a nós, invariavelmente, lá nos vão dizendo que só não vendemos mais porque não podemos...
Como diria o Rui Veloso... «parece que o mundo inteiro se uniu para nos tramar».
O mundo - bem visto - do futebol com dinheiro, que quer adquirir os melhores jogadores!
E não o dos que oferecem tuta e meia pelos... «melhores jogadores do mundo» ..., oriundos da «melhor academia do mundo», treinados pelo «melhor treinador do mundo», a jogarem na... «maior potência desportiva mundial», perdão, nacional...
Que injustiça!

O exagero das notícias das contratações
1. Terminada a época, e ainda que haja Europeu, estamos na fase das notícias de entradas e de saídas de jogadores. Pelo que se lê, vê e ouve, todos os anos sem excepção (e não exagerando), são contratados, no mínimo, dois autocarros de novos jogadores para o Benfica
 Por não haver jogos de futebol e a consequente animação do campeonato - openalty que não marcaram contra o Benfica, o golo do Benfica (não)precedido de fora-de-jogo, os jogadores do Benfica que nunca são expulsos - já sabemos que vem aí uma agitação excessiva do mercado... nas notícias.
Toda a grande especulação em torno das possíveis entradas e saídas, numa (quase sempre) tentativa de adivinhação, gera receios e preocupações.
Mas para evitar que isso aconteça, é o meu dever - ainda que adepto apaixonado - tentar esclarecer e descortinar a nossa próxima época. Porque, de facto, só a do Benfica me importa.

A assustadora mudança de há um ano
2. Depois da anunciada saída de alguns jogadores no final da época, em que conquistamos o tricampeonato, lê-se e ouve-se, diariamente, que outros tantos sairão e que, por isso, o Benfica irá comprometer a próxima temporada.
Na tão badalada transição de treinadores no final de 2014/15, e depois de o Benfica ter sido bicampeão, temia-se o pior, lembram-se?
Confesso que nunca percebi esse receio, uma vez que se tratava apenas de uma mudança de treinador, permanecendo, contudo, grande parte do plantel.
Após a conquista do bicampeonato, em 2014/15, saíram alguns jogadores teoricamente relevantes, sendo disso exemplo Artur, Maxi, Lima e Nélson Oliveira.
Mas - vendo bem - não foram significativas as mudanças no plantel, embora os ecos se tenham encarregado de ampliar os factos.
Coisas da vida... e do mundo do futebol, em particular.

O início do tricampeonato
3. Com o início da época de 2015/16, e para reequilibrar o plantel, colmatando algumas saídas que eram tidas por insubstituíveis por alguns, Raul Jimenez e Mitroglou entram e reforçaram o plantel, para além da revelação de Nelson Semedo.
Grimaldo chegou em Janeiro, no que terá sido a janela de inverno menos utilizada em compras pelo Benfica, mas que ficou ligada, para sempre, à descoberta de Ederson, de Lindelof e de Renato Sanches. Mas, ainda assim, muitos continuaram apreensivos.
Como se o sucesso de uma equipa dependesse, exclusivamente, de um treinador.
Nem que ele - seja lá quem for - se julgue e se anuncie como «o melhor do mundo»!
Por vezes a mudança assusta, mas como diz Camões... «mudam-se os tempos, mudam-se as vontades».
O facto de termos finalmente alguém no banco que sabia - e sabe - o que é ser do Benfica e que tinha - e tem - a noção de que o símbolo é maior que qualquer jogador, treinador ou dirigente, ... foi tranquilizador para os com mais dúvidas.
E com alguma razão...
Até porque, no fundo, todos sabíamos que se fechava um ciclo, mas que se abria outro, sem que isso significasse ou pudesse significar deixar de ganhar.

Este ano...
4. Pois para 2016/17, como seria expectável, nesta voragem das notícias, parece que vamos ficar sem equipa.
E já nem o Europeu atenua a especulação do costume...
Desde Janeiro - quando começaram as notícias (e se a memória me não falha) - já ficamos sem... guarda redes (ou mesmo os dois, não fosse um deles ter encontrado a Montblanc para assinar a renovação... contra os Inácios deste mundo e quem lhes diz para dizer o que dizem), sem o defesa direito dos primeiros jogos, sem 3 dos 4 centrais (desta vez, o que está para sair há 12 anos, ficará), sem os 3 médios habituais, sem o ala esquerda e sem os três pontas de lança...
Irra, que só de escrever dá para deixar um tipo com um ataque de coração...
O que não seria para menos...
Mas, à imagem de outros anos, e como é evidente, isso não vai acontecer...
Até porque no início da época anterior as saídas também aconteceram... e não foi por isso que não fomos... tricampeões!
Sem grandes alaridos, deixando a caravana passar...
Todos sem excepção sabem que o ideal é não vender.
E haveremos de lá chegar.
Até lá... temos de ser realistas e vender o menos possível, mas aceitar que temos que vender.
E um dia, quando não vendermos, agradeceremos a quem, vendendo alguma coisa, hoje, nos permitir, depois, não vender para podermos ambicionar ganhar (e ganhar mesmo) competições europeias. Para acabar com a fanfarronice de uns e com a mania da igualdade de outros.
Por isso, no plantel da próxima época, além de algumas entradas específicas, depois de debatidas e estudadas as reais necessidades, continuar-se-á a apostar seriamente na formação!
Até porque teremos de conjugar sempre a experiência de jogadores feitos com jogadores dessa formação, uma vez que esta é um meio - e não um objectivo - para termos uma equipa mais forte. 
Como, este ano (ao contrário dos anteriores), o foram Ederson, Nelson Semedo, Renato Sanches e Lindelof... sem falar da confirmação da polivalência e da disponibilidade permanente em ajudar a equipa - onde foi preciso - de André Almeida!
Na próxima época, teremos, certamente, jogadores da formação que, tendo oportunidades, serão as novas grandes revelações da equipa principal.
Porque longe vão os tempos em que essas oportunidades não eram dadas... por quem lhas devia dar. Ainda que não exista espaço para todos, a saída de uns será, certamente, a oportunidade (merecida) de outros.
Sempre acompanhada pelo apoio dos colegas mais experientes, para que se mantenha presente e viva, no balneário, a História que Eusébio e Coluna - e tantos outros - fizeram.
Não há, por isso, razões para alarme com este período de transferências! Na próxima época, além de crença nas capacidades de quem serve o Benfica, vamos continuar a acreditar em cada um dos jogadores que irá compor o plantel. Porque, até poderemos ter algumas razões para duvidar, mas continuamos a ter uma (muito) forte para crer.
Porque só pensamos em nós...
Sem que isso signifique abdicar do presente ou hipotecar o futuro.
E, com isso, liderar, além de acreditar, ganhar e convencer.
Vamos a isso, BENFICA???"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

sábado, 17 de outubro de 2015

O Benfica-Sporting? Ainda faltam mais de... 2 semanas!

"Nunca poderemos entrar no jogo de quem sendo 'pequenino', precisa de muito barulho para se colocar ao nosso nível...

Lições da política que não devemos esquecer no futebol
1. Há lições da política que não devemos esquecer no futebol! Porque, à imagem daquela, também este é um campo de confronto.

Não de um confronto de ideias mas, antes, de um confronto de resultados. Esta é a especificidade do futebol, onde - por mais que existam valores, ética, princípios, capacidade, inteligência, estratégia ou conhecimento - tudo cede perante o resultado (ou, como diria José Mourinho, «o resultado é que faz o espectáculo»).

Onde se pode fazer tudo bem e perder, sendo-se um perdedor... ou fazer tudo mal e ganhar, sendo-se neste caso, um verdadeiro vencedor. De facto, a vitória - como sabemos da história dos últimos 30 anos do futebol português - fez jus a esse princípio maquiavélico, onde os fins (os títulos) justificaram, muito especialmente para quem os ganhou, a forma (os meios) como foram conquistados, de que o processo Apito Dourado é o expoente máximo!

O problema, hoje, é alguém querer repetir soluções de poder que germinaram e tiveram a sua época há 30 anos, como se o mundo não tivesse evoluído.

Ou não perceberem que, para além do tempo em que essas formas de poder foram desenhadas e concretizadas, contaram com a conivência de muitos silêncios, bem como com a colaboração activa e empenhada de muitos agentes políticos e judiciais, que, como o escrutínio e a vigilância actuais, não podem mais existir.

Ou seja: repetir o Porto, dos anos 80, em Lisboa, neste nosso tempo, só lembra a um «aprendiz de feiticeiro»!

O radicalismo como forma de evitar a marginalização
2. Os novos líderes hoje emocionam-nos, interagem,... e até erram.
Não se apresentam como seres superiores que não se enganam, sempre prontos a atirarem para os seus fiéis lacaios a culpa de alguma coisa que possa não ter corrido bem.

E não dará para desconfiar saber que - com tanta asneira feita - nem uma pode ser assacada ao líder do projecto?

Se até, na Igreja, se vai questionando o dogma da infalibilidade do Papa, será que estarão dispostos, numa qualquer agremiação, onde a esperança na vitória se vai assemelhando a uma miragem... do além, a não questionar a responsabilidade por tanto erro?

Diziam os antigos romanos que, se não tiveres um amigo que te corrija, paga a um inimigo. Eu sei que, por aquelas bandas, inimigos é o que há mais. Inimigos, até, entre os antecessores, numa limpeza geral de destruição de tudo o que possa representar perigo de derrota num próximo ato eleitoral.
Melhor do que ganhar nas urnas é impedi-los de concorrer.

Mas o que mais me entusiasma, nesta fuga desesperada para a frente é o recurso ao radicalismo como forma de evitar a marginalização.

É uma prática comum, entre pequenos partidos, quase todos com projectos caudilhistas de poder, como o será entre clubes pequenos ou médios, acossados e com projectos de sobrevivência pessoal. Recorrem, assim, ao messianismo, à comparação entre o antes e depois, numa atitude maniqueísta, de forma a poderem legitimar-se... para todo o sempre.

Sabemos, por experiência, que o todo o sempre acaba, quase sempre,... ao virar da esquina. E melhor seja que acabe, para quem gosta da instituição em causa, por que... se demorar um pouco mais, quando virarem a esquina, apenas depararão com o que restará desse clube (e será muito pouco),... como outros sabem de saber feito!

Como sempre (como em Nuremberga, por exemplo), os fiéis de sempre tentarão desculpar-se de forma a que o mal seja apenas da responsabilidade de um só.

Como estarão, então, enganados e... arrependidos!

Um líder arrogante evita discutir ideias
3. Sabemos, também, que um líder arrogante e que gosta de se armar em militante de base faz as delícias dos... militantes de base.

Evitando discutir as suas ideias (talvez porque não as tenha), nem que para isso tenha de só falar das ideias dos outros.

Como o Presidente de um clube agradará aos seus consócios se for básico, se enquistar e destilar ódio pelo emblema mais odiado desses mesmos sócios (por muito que os do outro lado já não lhes liguem nada, porque o tempo é implacável).

Aqueles agradecer-lhe-ão penhorados, mas esse mesmo chefe perderá toda a relevância junto dos líderes de opinião, daqueles que farão e formarão ideias sobre o seu futuro e sobre o futuro da instituição a que preside.

A que se juntará a falta de bom senso, de estabilidade e de visão para inventarem um futuro que não seja o da maledicência!

Pode, até, aumentar o número dos respectivos adeptos e simpatizantes em 50% e reduzir o número de adeptos e simpatizantes dos outros, também em 50% (um critério uniforme, há que reconhecê-lo)! Mas isso não trará nem mais um voto - quando eles forem precisos...

Sabemos que... «a fama e tranquilidade não coexistem».

Mas daí a aceitar como lei o princípio de que «quem não é por mim, é contra mim» vai uma grande distância.
Outros clubes - nunca nos cansámos de o repetir - enveredaram, em momentos concretos da sua história, por experiências parecidas.

Pois nem assim perceberão como acabam?

Pelo meio, encarregarão alguém de reescrever a história com elogios e hossanas ao novo poder e de morte ao antigo regime.

Sabemos como começa e - hoje, também - sabe-se como acaba... Acabando, de vez, com quem a quis reescrever.

Ganha quem merece, não quem faz mais barulho
4. Se é verdade que a obstinação leva à ditadura (sendo o poder absoluto uma das causas da decadência dos povos peninsulares, no dizer de Antero de Quental...), então teremos de deixar a falar sozinho quem opta pela conflitualidade gratuita, para, em bicos de pés, se tentar parecer com os Homens.

Já lá vai o tempo em que os jovens infantes se tentavam libertar das garras da adolescência desafiando os maiores, os senhores para torneios, primeiro,... duelos, depois,... rixas, já nos nossos tempos...

Tentando a afirmação - num mundo onde poucos lhe ligam - apenas e só pela criação de conflitos!

Tenho (para mim) que nunca se deve responder a mentiras de uma só fonte, de uma só origem, criadas em laboratório unipessoal, porque apenas estaremos a servir de câmara de eco a tanta asneira e a fazer o jogo de quem as lança...

Nunca devemos responder a provocações gratuitas!

Nunca poderemos entrar no jogo de quem, sendo pequenino, precisa de muito barulho para se colocar ao nosso nível...

Não devemos, por isso, transformar uma vontade inconsciente de vingança (que poderia ter passado pela cabeça de todos e de cada um de nós) numa guerra declarada.

Com a calma que eles não têm - a pretensa juventude faz com a insensatez, a má criação e a impreparação passem por voluntarismo - haveremos de construir a nossa vitória.

Dizia Albert Einstein que «só os loucos é que, continuando a fazer as mesmas coisas, querem ter resultados diferentes»!

Pois alguém achará que os loucos querem fazer as coisas de outro modo?
Ou que... deixaram de ser loucos?
Sendo assim,... ganharão os mesmos dos últimos anos!!!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

a caminho do TRICAMPEONATO?

"Recuso-me a ver nos outros máquinas vencedores perfeitas... nos fins de semana em que não empatam ou perdem...

«No futebol não há tempo, não há futuro»
Pepe Guardiola
No desporto de alta competição, como é o caso do futebol, «não há tempo, não há futuro». Disse-o Pepe Guardiola. Vem isto a propósito da mudança, na classificação do campeonato nacional, que aconteceu este fim-de-semana.
Para alguns, há uma semana, o Benfica estava completamente afastado do título.
Para os mesmos, esta semana, o Benfica passou a ser um campeão com elevado potencial para conquistar o Tri.
Não entro em euforias... como me recuso, também, a entrar em depressões!
Não alinho na máquina de alguma comunicação social, que tem como grande preocupação vender à custa dessas alterações de estado de alma dos sócios, adeptos e simpatizantes do Benfica.
Como me recuso a ver nos outros - só porque mantiveram um treinador ou só porque passaram a ter como treinador alguém que no Benfica ganhou alguma coisa - máquinas vencedoras perfeitas... nos fins-de-semana em que não empatam ou perdem!
Por isso - sem qualquer entusiasmo excessivo, mas com todo o realismo - eu acredito na conquista do Tricampeonato pelo Benfica!
Mas, para se perceber porque acho muito realista a possibilidade do Benfica ser novamente campeão,... porque não perder algum tempo a analisar cada uma dessas três equipas?

O que vale esta equipa do Porto?
O Porto contratou um guarda-redes mediático. A julgar pelo que leio, ainda não percebi o que vale Casillas (com quem, reconheço, simpatizo muito... como jogador e como personalidade).
Ele é, efectivamente, a tal mais-valia, capaz de ser determinante num plantel mediano, como vejo, agora, na comunicação social, ou é o guarda-redes velho e ultrapassado que a mesma comunicação social reconhecia em Casillas, com todos os defeitos do mundo,... quando Mourinho o colocava no banco de suplentes, no Real Madrid, e essa mesma comunicação se atropelava para bajular o special one em versão meseta castelhana?
Não acredito que os jornais portugueses sejam chauvinistas.
Portanto, tenho que reconhecer que os jornais portugueses tinham, na altura, razão: Casillas já não é o guarda-redes que era!
Quanto à defesa do Porto, Danilo foi para o Real Madrid, o que significa que é muito superior a Maxi Pereira (senão, teria sido este a rumar ao Santiago de Barnabéu).
Qualquer defesa-esquerdo que encontrem será, sempre, muito pior que Alex Sandro.
Como, diga-se em abono da verdade, Quaresma é muito melhor que Varela ou Jesus Corona.
Óliver Torres é manifestamente superior a André André, pois, se assim não fosse - até pelo preço - este estaria no Atlético de Madrid e não no Porto.
Jackson Martínez é muito melhor que Pablo Osvaldo e Aboubakar juntos - não é, comunicação social? Ora, com estas comparações, será fácil concluir que o Porto este ano é bem inferior ao Porto do ano passado. Este plantel, bem mais fraquinho, não pode, por isso, ser comparado com o melhor plantel desse clube desde há 30 anos - que perdeu tudo na época para um plantel jeitoso do Benfica - e que até queria ser Campeão Europeu (até aos 6-1 de Munique).
Melhor, apenas, no meu critério de análise, Imbula, apesar de ter de jogar onde joga Danilo Pereira (não confundir com o Danilo que foi para o Real Madrid) mas cuja presença na equipa agrava as dificuldades na construção de jogo...
Como se isso não bastasse, o Porto tem, entre si, aquele que é a grande esperança das equipas e dos adeptos adversários (e que faz desesperar os seus próprios adeptos): Julen Lopetegui, ou como li, este fim-de-semana (para nós),... o homem errado no lugar certo.
Ainda assim, acham que este Porto é o principal candidato ao título?
Olhem que não...

E este Sporting?
E o Sporting? Está melhor que o ano passado? Sim, claro! Embora não fosse difícil. Mas, vejamos... Rui Patrício... perdoem-me a minha fixação, será o melhor guarda-redes português!
Mas, para além de não ter pés - como, aliás, se viu no jogo do Bessa -, defende o que é difícil e falha o que é muito fácil...
Continuo a achar que não é o guarda-redes que dizem ser... por quem tem a obrigação de analisar objectivamente a realidade.
Os mesmos que já fizeram do Sporting o campeão nacional desta época que ainda há pouco começou.
E que nem a recente eliminação da Liga dos Campeões, com o CSKA, e a derrota com Lokomotiv esmoreceu (talvez o problema seja, efectivamente, da Gazprom).
Relativamente à defesa, é melhor que a do ano passado, mas não existe uma diferença abissal entre elas.
Já no que diz respeito ao meio campo leonino, são jogadores feitos, sem grande pulmão, para aguentar a época em Portugal...
Aquilani e Bryan Ruiz são jogadores de uma qualidade espantosa, mas lentos, o que não joga com o tipo de jogo do novo treinador leonino.
Teófilo Gutiérrez dará mais soluções à equipa mas não será capaz de desequilibrar em todos os jogos. 
Jogador com velocidade, como ele gosta, só Gelson, no pressuposto que Carrillo não vai jogar mais até ao fim da época - o que, sinceramente, duvido!
Apenas para memória futura,... estou perfeitamente convencido de que chegará a acordo nos próximos dias com o Sporting para jogar até ao fim do ano, sendo vendido em Janeiro. Essa é a minha convicção!
Uma vantagem para não ser tudo mau: o Sporting manteve a dupla atacante.
E se, cada vez mais, gosto de Slimani (um Óscar Cardozo em projecto), já quanto a Fredy Montero, embora goste de o ver, continuo sem perceber como, como tantos bons jogadores por aqueles lados, naquela posição, pôde ser considerado, há dois anos, como o exemplo de avançado que o Sporting gostaria de formar e de ter...
Por fim, mas não menos importante, o treinador foi três vezes campeão nacional no seu antigo clube, o Benfica,... sempre com algumas dificuldades, com três equipas diferentes, embora bastante superiores às do Sporting de hoje.
Jorge Jesus, no seu primeiro campeonato conquistado pelo BENFICA, em 2009/10, jogava, então, com Quim, Maxi, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ramires, Aimar, Dí Maria, Saviola e Cardozo.
Bem melhor que o Sporting actual.
Sabem como acabou?
Com 5 pontos de vantagem, para o segundo classificado, o Braga, porque na última jornada este perdeu no Nacional e o Benfica ganhou, em casa, ao Rio Ave,... 2-l.
No segundo campeonato que conquistou, em 2013/14, o Benfica terminou com uma distância de 7 pontos para o segundo classificado, o Sporting, mas jogavam então, Oblak, Maxi, Luisão, Garay, Siqueira, Fejsa, Enzo, Gaitán, Salvio, Lima e Rodrigo e ainda tivemos Artur, Jardel, Matic, Markovic, André Gomes e Cardozo.
Bem melhor que o Sporting actual.
No terceiro e último campeonato conquistado, na época passada, o BENFICA terminou com mais 3 pontos que o segundo classificado, o Porto.
Nessa equipa, jogaram Júlio César, Maxi, Luisão, Jardel, Eliseu, Samaris, Gaitán, Salvio, Talisca, Lima e Jonas, para além de Enzo, Fejsa e Pizzi.
Bem melhor que o Sporting actual.
Ou seja, o treinador do Sporting só ganhou quando tinha grandes equipas... algo que actualmente, reconheçamos, não tem!
Tudo isto para não falar das equipas do Benfica dos campeonatos perdidos contra as super equipas do Porto lideradas por, então, treinadores de grande nível mundial como Villas Boas ou Vítor Pereira, que... nunca tinham ganho nada até então e que pouco ou nada ganharam desde então!!!
Face a esse cenário, amigos do Sporting, estão a ver o que vos espera???

Quanto ao Benfica...
Já sabem que do Benfica... nada ou muito pouco sei... Mas, como se sabe, a equipa está a adaptar-se a uma nova realidade.
De facto, a grande mudança é a do treinador e tudo o que isso implica: novas ideias e novos métodos de treino. Finalmente, temos um treinador que sabe o que é ser do Benfica, que prometeu dar a vida pelo clube e que sabe que o símbolo é mais importante que qualquer jogador.
Isso não o fará vencer, nem o tornará imune a qualquer crítica construtiva, mas que ajuda,... lá isso ajuda. E muito!!!
Essa será a grande diferença do Benfica deste ano.
Por isso, penso que será, apenas e só, uma questão de tempo.
Vamos a isso, Benfica?"

Rui Gomes da Silva, in A Bola